A destruição dos monumentos

Se é proibido escrever nos monumentos, também deveria haver uma lei que proibisse escrever sobre Shakespeare e Camões.
Mário Quintana
Há pensamento, frases ou afirmações que transcendem o limite da minha compreensão e tolerância.
Daquilo que percebi desta afirmação feita por Mário Quintana é que, o acto de darmos a nossa opinião sobre determinados autores e seus pensamentos deveria ter a mesma liberdade (ou falta dela) que escrever nos monumentos.
Realmente nos dois casos estamos a dar a nossa opinião sobre determinada ideia. A diferença entre as duas é que, se no caso dos monumentos estamos a destruir uma obra que é de todos, estamos a dar cabo de uma história e a faltar ao respeito do motivo desse  mesmo monumento, no segundo caso, estamos a comentar, a dar uma opinião crítica, a dar a nossa visão em relação aos pensamentos de Shakespeare ou Camões, ou seja, apesar de haver uma opinião a denegrir determinada obra, não estamos a destruí-la directamente. Por mais opiniões que hajam a obra fica intacta, não há a sua destruição para as futuras gerações.
É essa a grande e fundamental diferença.
Agora, se o senhor acha que o graffiti num monumento deveria ser tão vincado como uma crítica a uma obra, ou ser motivo de uma determinada época da história, escrevam sim, mas em papel novo, em pedra nova, sem danificar a obra já feita. Só assim os dois motivos que deu estarão em pé de igualdade, porque se a crítica é feita em papel novo, sem destruir a obra primária, assim o graffiti deveria ser feito, em pedra nova sem danificar a original.